Bons produtos, valor de frete competitivo e prazo de entrega são 3 pilares importantes para vender online. Mas, além deles, existe outro fator decisivo para o sucesso da sua operação: a precificação.

Para que você aumente a rentabilidade do seu e-commerce e não deixe dinheiro na mesa, conheça os 3 modelos de precificação mais utilizados do mercado. Ah! O terceiro é o que costuma funcionar melhor para os lojistas. Olha só.

1. MARKUP

O Markup é um dos métodos mais conhecidos para definição do preço de vendas. Nele, você considera o preço de custo do produto, as despesas fixas e variáveis*. A fórmula é a seguinte:

*Despesas fixas são aquelas que não possuem relação com o custo do produto, ou seja, mesmo que você venda muito ou não venda nada, as despesas fixas são as mesmas. Por exemplo: aluguel do armazém, softwares, etc.

Já as despesas variáveis são aquelas que dizem respeito à produção e estão diretamente ligadas ao volume de vendas. Por exemplo: valor do frete, embalagem, comissão do vendedor, etc.

Vou te dar um exemplo. Imagine que um produto tenha 10% de despesas variáveis e 15% de despesas fixas. Se o lucro previsto for de 25%, o cálculo fica:

Markup = 100/[100-(10 + 15 + 25)]

Markup = 100/50

Markup = 2

Logo, se um produto tem custo unitário de R$80, o preço por markup deve ser 80x2 = R$160,00

A desvantagem do markup é que esse método não considera o mercado, então seu produto pode estar pouco competitivo em relação à concorrência.

2. PRECIFICAÇÃO BASEADA NA CONCORRÊNCIA

Esse método funciona como o próprio nome propõe — você observa o valor de venda praticado pelo seu cliente e oferece o seu produto no mesmo preço ou ainda mais barato.

A precificação baseada na concorrência garante que você terá o preço mais baixo do mercado, o que é muito relevante para os seus clientes e, com certeza, contribuirá para o aumento da sua competitividade.

A desvantagem desse modelo é a superficialidade. Como lojista, você sabe bem que diversos fatores incidem sobre o valor de um produto — como o preço do frete e da embalagem, por exemplo. Por isso, é importante negociar e manter um bom relacionamento com fornecedores para garantir preços competitivos. Assim, o aumento no volume de vendas pode compensar o preço baixo praticado.

3. MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO 🌟

Esse método é o queridinho dos comerciantes varejistas, sabe por quê? Ele considera seus custos fixos, variáveis e, ainda, o lucro que você deseja obter sobre determinada venda. A fórmula é a seguinte:

*CDV são todas as despesas que variam conforme as vendas são feitas, como taxa de cartão, comissão de marketplaces, frete, impostos, etc.

Vou te dar um exemplo. Imagine que o CDV de um produto seja R$30. Caso você queira ter uma margem de R$15 a cada venda, fica assim:

15 = VV - 30

VV = R$45

A única desvantagem desse método é a sua complexidade. Então, apesar de ser o mais indicado para varejistas de todos os portes, ele exige maior cuidado e atenção ao ser aplicado.

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